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O novo mundo dos Vinhos Verdes
17 junho 2022

"Fáceis de beber, pouco alcoólicos e jovens são algumas das características. No entanto, nos últimos anos, e sem perder singularidade, a região tem desenvolvido novos perfis e experimentado um grande crescimento no mercado internacional e no enoturismo.

 

Márcio Lopes ainda se lembra que em 2010, quando começou o seu projeto Pequenos Rebentos, teve de ter paciência e persistência para dar a conhecer os seus vinhos. ?Ia bater à porta da d. Maria para vender duas caixinhas de vinho, à porta do restaurante do sr. António para mais duas caixinhas?, diz o enólogo. Hoje, tudo é diferente. E as mudanças que ajudaram a região a prosperar começaram ainda antes.

Desde que foi demarcada, a 18 de setembro de 1908, que a região dos Vinhos Verdes passou por diversas fases. Foi nas últimas duas décadas que, aos poucos, foi definindo o perfil pelo qual é atualmente conhecida, como produtora de vinhos leves, frescos, tendencialmente frisantes e com pouco teor alcoólico. Atualmente, está muito longe de ser apenas isso. Deste canto do noroeste de Portugal, tradicionalmente conhecido como Entre-Douro-e-Minho e onde já se produz vinho desde antes dos romanos, saem também referências ?mais sérias?. Vinhos que fazem sucesso nos mercados internacionais e são cada vez mais premiados dentro de portas."

O importante é não confundir a região demarcada com estilo de vinho. Porque os estilos não param de crescer. Há quem se aventure a produzir grandes brancos em barrica, com potencial de guarda, quem elabore vinhos ?fora da caixa?, com castas antigas, pouco intervencionados e até já se faz cerveja com o mosto da uva. São muitos os caminhos desta região, que não quer parar de crescer, tanto em termos de produção, como de prestígio e estatuto."

Artigo completo Notícias Magazine: https://www.noticiasmagazine.pt/2022/o-novo-mundo-dos-vinhos-verdes/historias/276682/?fbclid=IwAR3KOxjUChYxqaLsW5tebn64EtZdRjQYKGHN7HjffdZ_o9JEszpFwnEICqg