Servir o Vinho
Servir o Vinho

As garrafas de vinho

devem ser armazenadas num local escuro com temperatura constante, de preferência entre 12 e 14°C, por exemplo, numa adega. O local de armazenamento também não deve ser muito húmido (a humidade relativa deve ser inferior a 75 %) evitando bolores que danificam os rótulos e as rolhas. As garrafas devem conservar-se deitadas de forma a manter a rolha sempre em contacto com o vinho.

A temperatura a que é servido o vinho tem uma função preponderante na percepção da sua qualidade. 

Os Vinhos Verdes devem, por norma, ser consumidos jovens. Contudo, os vinhos que apresentam teor alcoólico mais elevado e que são mais complexos, nomeadamente os da casta Alvarinho, têm um potencial de envelhecimento muito positivo.

A temperatura a que é servido o vinho tem uma função preponderante na percepção da sua qualidade. A temperatura recomendada para o consumo é:

- Vinho Verde Branco 8 a 12 °C;

- Vinho Verde Rosado 10 a 12 °C;

- Vinho Verde Tinto 12 a 15 °C.

- Espumantes de Vinho Verde 6 a 8 °C.

Se a garrafa estiver a uma temperatura de 20 °C, serão necessárias cerca de 2 a 3 horas no frigorífico para que o vinho fique à temperatura adequada. Em alternativa, se o vinho for colocado dentro de um balde com gelo e água, serão necessários cerca de 20 a 30 minutos. Mas tão importante como servir o vinho à temperatura adequada é mantê-lo a essa mesma temperatura, recorrendo por exemplo a um balde com gelo e água ou frapé.

O processo de abertura da garrafa inicia-se com o corte da cápsula, que deve ser feito abaixo do anel externo da boca da garrafa. De seguida, limpa-se a parte superior da rolha pois podem existir impurezas. Convém não ultrapassar a rolha com a espiral do saca-rolhas, a fim de evitar que caiam no vinho partículas de rolha ou depósitos que se lhe tenham fixado. Se a rolha for difícil de extrair, introduz-se o saca-rolhas em diagonal. Depois de retirar a rolha, limpa-se o interior do gargalo.

Para abrir um vinho espumante deve ser retirada a cápsula, aberto e retirado o açaime ou muselet (parte metálica que envolve a rolha). Retira-se a rolha segurando-a com firmeza e girando a garrafa, nunca a rolha, pois poderia partir-se ao torcê-la. A pressão do interior da garrafa ajudará a rolha a saltar. O ato de agitar a garrafa de espumante e retirar a rolha provocando um repuxo e saída de espuma pode ser traduzido como um momento de alegria. Porém, a perda da espuma origina um vinho sem gás, com a consequente perda da sua mais distinta característica.

Os copos são outro dos elementos-chave do serviço do vinho. O mesmo vinho servido em copos diferentes transmite uma perceção diferente do sabor e aroma. O copo deve ser incolor e não possuir ornamentos, de modo a permitir a perceção da cor e da limpidez do vinho. Deve ainda ter um pé para se segurar o copo, evitando assim que a mão aqueça o líquido e suje o copo. É igualmente importante que tenha uma boa capacidade de modo a permitir que o vinho contacte livremente com o ar. Os copos do tipo Bordalês são elegantes e adequados para os vinhos brancos, rosés e tintos jovens. O flûte, alto, estreito e elegante é ideal para os espumantes.

Quem abre a garrafa deverá servir-se primeiro, no sentido de verificar o estado do vinho e, sobretudo, para ficar no seu copo os eventuais resíduos de rolha. Deve então servir um pouco de vinho (cerca de 1/5 do volume do copo), agitar bem o vinho e verificar se está apto a ser consumido, verificando que não tem defeito como cheiro "a rolha". Os copos não devem ser cheios (meio copo é suficiente), a fim de se poder agitar o vinho, com um movimento giratório, e apreciar os seus aromas.

É difícil apreciar um bom vinho seco, se antes tiver bebido um vinho doce, pelo que a ordem usual de serviço é o seco antes do doce, o novo antes do velho (em alguns casos, pode interessar inverter esta ordem), o branco antes do rosado e este antes do tinto. Caso existam vinhos jovens e muito aromáticos, aconselha-se a servir primeiro os vinhos mais velhos e só no final o vinho mais exuberante, que será o da colheita mais recente. Tratando-se de vinhos com bom potencial de envelhecimento, deve servir-se o vinho novo antes do velho, porque o vinho que envelheceu está no seu auge e eclipsará um vinho novo. O ideal é seguir uma progressão que vá do bom ao excelente, do leve ao encorpado, do simples ao complexo.

Quando o conteúdo da garrafa não é todo consumido, esta pode ser guardada, em geral, durante um ou dois dias no frigorífico. A garrafa deve ser fechada, de preferência, com um sistema de vácuo para preservar as características do vinho.